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Nota

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Foi num dia desses, normais, azuis, com balanços e risadas ao fundo. Desses dias que a gente nem sabe por que nasceram, mas estão ali, nos empurrando o calcanhar, murmurando no nosso ouvido cantigas de uma nota só… Foi aí, que Surpreendente me atropelou. Sim, esse era o nome da coisa.

Há NADA para dizer.
um ser dito cala-se na voz.

há transparencias e há o meio fio
a entrelinha supoe o incerto,
que pulsa em desequilibrio
no deserto de porvires.

inimaginavel é o ali
aqui, intermitencias
vagam as poeiras invisiveis do vao

um passo em falso e ali se ve
o olho se fecha e ca esta
toda uma imensidao de deixar-se ir.
do vazar,
expirar ausencias.

vida que lampeja os fios invisiveis
é no meio que esta o nao
o fora indescritivel forma
e a dormencia lateja

eco, nubla, nem.

la vida volando…
movimento…

o horizonte não tem foco
retina pulsa, desloca
e não vê.
A vida imagina.

DA CRISE A CRIA.

o ar quente deslizava da garganta e encostava em sua pele
dedo a dedo a mão abria, 
sem saber, pulsava a veia
canto a canto, sentia o corpo um tremor descompassado
os pés, como numa valsa triste, ameaçavam dois pra lá, dois…
e a gota de suor contornava um corpo que já não conhecia dono
a parte do que cabiam, a matéria de onde habitavam
já não tinha espaço, já era sem tempo
e ali sós em par existiam, em duo pulsavam
dois

e penso num olhar cintilante
numa verdade transparente
num verde amor
que vivi sem saber
a respirar o gosto do ardor,
todos os suspiros do planeta

imaturecer

imaturo é ser! já que tudo o que amadurece cai podre..