o ar quente deslizava da garganta e encostava em sua pele
dedo a dedo a mão abria, 
sem saber, pulsava a veia
canto a canto, sentia o corpo um tremor descompassado
os pés, como numa valsa triste, ameaçavam dois pra lá, dois…
e a gota de suor contornava um corpo que já não conhecia dono
a parte do que cabiam, a matéria de onde habitavam
já não tinha espaço, já era sem tempo
e ali sós em par existiam, em duo pulsavam
dois

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